Brasília, segunda-feira, 27 de julho de 2015 - 10:55
PROTEÇÃO SOCIAL
Violência contra as m ulheres é preciso denunciar!
Fonte: Portal Vermelho
Lei Maria da Penha trata a violência doméstica e familiar contra a mulher como uma violação de direitos humanos, e considera que sua prevenção, combate e erradicação é dever de todos.
Divulgação
Apesar de ter assinado diversos tratados internacionais que garantem direitos às mulheres, o Brasil foi condenado pela Comissão Interamericana por não assegurar proteção à mulher no caso Maria da Penha Fernandes, gerando a famosa Lei nº 11.340/2006, à qual ela emprestou seu nome.
A Lei Maria da Penha trata a violência doméstica e familiar contra a mulher como uma violação de direitos humanos, e considera que sua prevenção, combate e erradicação é dever de todos.
Trazendo diversas formas de proteção para a mulher que sofre violência, a lei propôs uma nova perspectiva na forma de enxergar esses fatos, deixando de lado aquela antiga e conhecida expressão "em briga de marido e mulher não se mete a colher".
Ao conceituar violência doméstica e familiar contra a mulher, a lei fala de condutas baseadas em gênero, e não no sexo da pessoa. Isso tem um motivo. Gênero, diferentemente de sexo, é uma construção social, que varia de acordo com o momento histórico, região, entre outros fatores sociais. Já sexo é um atributo biológico.
Há mais de cinquenta anos, Simone de Beauvoir escrevia seu livro mais famoso, "O Segundo Sexo", em que buscou desconstruir a ideia de que a natureza biológica da pessoa definiria seu comportamento. Essa forma de pensar resume o ideal do consórcio de ONGs responsável pelo texto da Lei Maria da Penha na época de sua edição.
Por entender que esse tema é de extrema relevância e que, apesar da protetiva lei, os dados são assustadores, foi criada no Congresso Nacional uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher. O colegiado apresentou no início de 2014 seu relatório final, com inúmeras recomendações necessárias para garantir efetividade ao compromisso de erradicar a violência doméstica e familiar contra a mulher. Atualmente existe uma comissão permanente visando garantir que as recomendações sejam acatadas.
De forma impressionante e até irônica, no Dia do Homem (15 de julho), publicou-se a notícia de que a vice-presidente daquela CPMI, deputada Keiko Ota (PSB-SP), sugeriu que as mulheres deveriam se calar para que não fossem agredidas no lar.
O pensamento de que homens e mulheres possuem papéis pré-determinados a partir de suas características biológicas nas suas relações sociais é contrária a toda a luta pela busca da igualdade de direitos.
A ideia de que o comportamento das pessoas decorre de uma construção cultural permite crer que ele pode ser redefinido, reconstruído, não sendo o nosso corpo uma sentença perversa e imutável de como deveremos ser, pensar e agir.
E essa nova construção deve se basear em pilares como igualdade e respeito, afastando a culpa dos milhares de mulheres brasileiras que não aceitam se calar e que, como Maria da Penha Fernandes, foram vítimas de violência de homens – que, aliás, também não são fadados a praticar violência e machismo.
A Lei Maria da Penha trata a violência doméstica e familiar contra a mulher como uma violação de direitos humanos, e considera que sua prevenção, combate e erradicação é dever de todos.
Trazendo diversas formas de proteção para a mulher que sofre violência, a lei propôs uma nova perspectiva na forma de enxergar esses fatos, deixando de lado aquela antiga e conhecida expressão "em briga de marido e mulher não se mete a colher".
Ao conceituar violência doméstica e familiar contra a mulher, a lei fala de condutas baseadas em gênero, e não no sexo da pessoa. Isso tem um motivo. Gênero, diferentemente de sexo, é uma construção social, que varia de acordo com o momento histórico, região, entre outros fatores sociais. Já sexo é um atributo biológico.
Há mais de cinquenta anos, Simone de Beauvoir escrevia seu livro mais famoso, "O Segundo Sexo", em que buscou desconstruir a ideia de que a natureza biológica da pessoa definiria seu comportamento. Essa forma de pensar resume o ideal do consórcio de ONGs responsável pelo texto da Lei Maria da Penha na época de sua edição.
Por entender que esse tema é de extrema relevância e que, apesar da protetiva lei, os dados são assustadores, foi criada no Congresso Nacional uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher. O colegiado apresentou no início de 2014 seu relatório final, com inúmeras recomendações necessárias para garantir efetividade ao compromisso de erradicar a violência doméstica e familiar contra a mulher. Atualmente existe uma comissão permanente visando garantir que as recomendações sejam acatadas.
De forma impressionante e até irônica, no Dia do Homem (15 de julho), publicou-se a notícia de que a vice-presidente daquela CPMI, deputada Keiko Ota (PSB-SP), sugeriu que as mulheres deveriam se calar para que não fossem agredidas no lar.
O pensamento de que homens e mulheres possuem papéis pré-determinados a partir de suas características biológicas nas suas relações sociais é contrária a toda a luta pela busca da igualdade de direitos.
A ideia de que o comportamento das pessoas decorre de uma construção cultural permite crer que ele pode ser redefinido, reconstruído, não sendo o nosso corpo uma sentença perversa e imutável de como deveremos ser, pensar e agir.
E essa nova construção deve se basear em pilares como igualdade e respeito, afastando a culpa dos milhares de mulheres brasileiras que não aceitam se calar e que, como Maria da Penha Fernandes, foram vítimas de violência de homens – que, aliás, também não são fadados a praticar violência e machismo.
Últimas notícias
5/6 - 15:12 |
Tebet acusa clã Bolsonaro de servir à “pátria estrangeira” e defende fim da escala 6x1
2/6 - 21:27 |
SAEP comunica recesso no feriado de Corpus Christi
2/6 - 17:51 |
A contrarreforma não descansa. É empedernida
2/6 - 17:33 |
Paim vê Senado Federal pronto para sepultar escala 6x1
1/6 - 9:57 |
“PEC dos Patrões”: senadores tentam reverter avanço histórico contra a escala 6x1; quem são?
Tebet acusa clã Bolsonaro de servir à “pátria estrangeira” e defende fim da escala 6x1
2/6 - 21:27 |
SAEP comunica recesso no feriado de Corpus Christi
2/6 - 17:51 |
A contrarreforma não descansa. É empedernida
2/6 - 17:33 |
Paim vê Senado Federal pronto para sepultar escala 6x1
1/6 - 9:57 |
“PEC dos Patrões”: senadores tentam reverter avanço histórico contra a escala 6x1; quem são?
Notícias relacionadas
28/5 - 10:34 |
Câmara aprova fim da escala 6x1 e redução da jornada para 40h em vitória histórica dos trabalhadores; vai ao Senado
27/5 - 19:8 |
Comissão aprova fim da escala 6x1 por ampla maioria e leva embate ao plenário da Câmara
27/5 - 8:57 |
Comissão da Câmara conclui debate sobre fim da escala 6x1 e prepara votação do parecer nesta quarta (27)
25/5 - 9:59 |
SC entra na linha de frente da pressão nacional pelo fim da escala 6x1
20/5 - 12:21 |
Saúde, dignidade e produtividade entram no centro do debate sobre fim da escala 6x1
Câmara aprova fim da escala 6x1 e redução da jornada para 40h em vitória histórica dos trabalhadores; vai ao Senado
27/5 - 19:8 |
Comissão aprova fim da escala 6x1 por ampla maioria e leva embate ao plenário da Câmara
27/5 - 8:57 |
Comissão da Câmara conclui debate sobre fim da escala 6x1 e prepara votação do parecer nesta quarta (27)
25/5 - 9:59 |
SC entra na linha de frente da pressão nacional pelo fim da escala 6x1
20/5 - 12:21 |
Saúde, dignidade e produtividade entram no centro do debate sobre fim da escala 6x1

