Brasília, sexta-feira, 1 de agosto de 2014 - 14:29
ELEIÇÕES
80% das campanhas proporcionais são financiadas por bancos
Fonte: Diap
Apenas 90 dos 513 deputados federais são ligados á movimentos sociais ou sindicais
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários na Bahia, Augusto Vasconcelos, 82,5% das campanhas para deputado federal em 2010 foram financiadas por bancos e construtoras.
O financiamento público de campanha veio à tona em meio as manifestações populares de junho do ano passado. Neste ano eleitoral nada mudou e as campanhas políticas continuam recebendo ‘doações’ de pessoas jurídicas.
“Apenas 90 dos 513 deputados federais são ligados á movimentos sociais ou sindicais. O Itaú financiou 250 campanhas na eleição anterior. O que não deve ser diferente este ano”.
Aos olhos do presidente da categoria - que assumiu a gestão no mês passado após uma disputada eleição com dois candidatos ao governo da Bahia – essa tendência deve mudar e a categoria defende o financiamento público de campanha. “Nesse cenário é muito dificil que um trabalhador assuma os espaços de poder, já que as candidaturas são capturadas”.
Em relação ao cenário eleitoral na Bahia, Vasconcelos aponta que, mesmo com as mudanças dos últimos 10 anos, o estado precisa avançar mais no desenvolvimento econômico e social. A distribuição de renda ainda é deficiente.
Dentre as mudanças está o rompimento do ‘tripé macroeconomico’. “Ele está baseado em juros altos, superávit primário que sangra a economia brasileira e a dificuldade do controle cambial”, explica.
Vasconcelos ainda defende a ocupação dos espaços de poder por trabalhadores, mas que isso deve acontecer apenas com a reforma política no país.
“Esta é uma eleição que coloca dois projetos na disputa. Com isso acreditamos que os trabalhadores devem assumir posições, participar ativamente da eleição. Agora temos que dar atenção importante à eleição proporcional porque é lá que as coisas acontecem. Eleger uma bancada que dê sustentação às mudanças”.
O financiamento público de campanha veio à tona em meio as manifestações populares de junho do ano passado. Neste ano eleitoral nada mudou e as campanhas políticas continuam recebendo ‘doações’ de pessoas jurídicas.
“Apenas 90 dos 513 deputados federais são ligados á movimentos sociais ou sindicais. O Itaú financiou 250 campanhas na eleição anterior. O que não deve ser diferente este ano”.
Aos olhos do presidente da categoria - que assumiu a gestão no mês passado após uma disputada eleição com dois candidatos ao governo da Bahia – essa tendência deve mudar e a categoria defende o financiamento público de campanha. “Nesse cenário é muito dificil que um trabalhador assuma os espaços de poder, já que as candidaturas são capturadas”.
Em relação ao cenário eleitoral na Bahia, Vasconcelos aponta que, mesmo com as mudanças dos últimos 10 anos, o estado precisa avançar mais no desenvolvimento econômico e social. A distribuição de renda ainda é deficiente.
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