Brasília, quarta-feira, 16 de abril de 2014 - 17:8
EDUCAÇÃO
Exame Internacional Pisa: rotina de erros leva a nota vermelha, no Brasil
Fonte: Fitrae
Intensidade com que os problemas atrapalham aprendizado em escolas brasileiras é maior que média dos países da OCDE em todos os itens da pesquisa
Uma pesquisa com diretores de escolas que participaram da última edição do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2012 sugere explicações para o mau desempenho do Brasil, que ficou entre as 10 últimas posições na lista de 65 países pesquisados.
Cerca de 800 diretores de escolas brasileiras responderam a um questionário com 19 perguntas, como parte do exame. A intensidade com que os problemas atrapalham o aprendizado nas escolas brasileiras é maior do que a média dos países da Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE) em todos os itens da pesquisa. Para 24,57% dos diretores de escolas nacionais, interrupções de estudantes atrapalham muito o aprendizado.
A maioria dos itens tem uma relação forte com o aprendizado. Por exemplo, nos países que relatam que há muito problema de atraso dos alunos, a proficiência é mais baixa. Naqueles que relatam que acontece pouco, a proficiência é mais alta - compara Martins Faria.
Não são só esses fatores que determinam a qualidade da educação. Mas para todos os países há esta tendência: resultados baixos (em matemática, leitura e ciências) nas escolas em que os diretores relatam a maior incidência de um problema, e resultados altos onde relatam menos. Em várias perguntas isso aparece. As questões de clima escolar estão muito ligadas aos resultados do aprendizado - diz ele.
Diretora adjunta do mesmo colégio, a professora de língua portuguesa Cristiane Vera Cruz acredita que a evasão escolar é um dos maiores entraves ao aprendizado. No Brasil, 15,85% dos diretores disseram que esse problema atrapalha muito, mais que o dobro nos países da OCDE (7,01%).
Ministro da Educação anuncia meta de duplicar Ensino Médio Inovador Apesar dos maus resultados explicados pelo questionário do Pisa, a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) veem avanços no aprendizado dos estudantes.
Cerca de 800 diretores de escolas brasileiras responderam a um questionário com 19 perguntas, como parte do exame. A intensidade com que os problemas atrapalham o aprendizado nas escolas brasileiras é maior do que a média dos países da Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE) em todos os itens da pesquisa. Para 24,57% dos diretores de escolas nacionais, interrupções de estudantes atrapalham muito o aprendizado.
A maioria dos itens tem uma relação forte com o aprendizado. Por exemplo, nos países que relatam que há muito problema de atraso dos alunos, a proficiência é mais baixa. Naqueles que relatam que acontece pouco, a proficiência é mais alta - compara Martins Faria.
Não são só esses fatores que determinam a qualidade da educação. Mas para todos os países há esta tendência: resultados baixos (em matemática, leitura e ciências) nas escolas em que os diretores relatam a maior incidência de um problema, e resultados altos onde relatam menos. Em várias perguntas isso aparece. As questões de clima escolar estão muito ligadas aos resultados do aprendizado - diz ele.
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