Brasília, quinta-feira, 7 de julho de 2011 - 17:14 | Atualizado em: 8 de julho de 2011
JORNADA DE LUTAS
Centrais se mobilizam por aprovação da agenda dos trabalhadores
Por: Renato de Souza
Redução da jornada de 44 para 40 horas é a principal bandeira do movimento
Nesta quarta-feira (6), as centrais sindicais do País realizaram, em Brasília, uma mobilização para lançar a Jornada Nacional de Lutas em defesa da Agenda Unitária da Classe Trabalhadora.
Segundo os organizadores, mais de dez mil manifestantes – sindicalistas, trabalhadores, estudantes e ativistas – de todo País participaram do ato em Brasília.
A diretoria do SAEP esteve representada pela presidente do Sindicato, Maria de Jesus da Silva, e os diretores, Idenes de Jesus Sousa Cruz, Mário Lúcio Souto Lacerda e Ozair Nunes Rosa, que participaram ativamente desta importante agenda de luta para os trabalhadores.
A principal bandeira de luta da agenda unitária é a redução da jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário.
A mobilização para reivindicar melhorias para os trabalhadores e trabalhadoras de todo Brasil partiu da Catedral Metropolitana de Brasília e foi até o Congresso Nacional.
O secretário de Comunicação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Eduardo Navarro, anunciou e comemorou a notícia de que o Partido dos Trabalhadores (PT) se une às centrais e se compromete em colocar as reivindicações em pauta no Senado para buscar melhorias aos assalariados brasileiros.
Estiveram no evento representantes da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), União dos Negros pela Igualdade (Unegro), União Nacional dos Estudantes (UNE), União da Juventude Socialista (UJS), além de vários sindicalistas e ativistas de todo País.
Veja abaixo as principais reivindicações da classe trabalhadora:
- Redução da jornada de 44 para 40 horas semanais;
- Reforma agrária e urbana;
- 10% do PIB para a educação;
- Redução da taxa de juros;
- Regulamentação da terceirização;
- Ratificação da convenção 158 da OIT; e
- Fim do fator previdenciário.
Mobilização nacional
Outras quatro mobilizações estão previstas para acontecer ainda no mês de julho em várias regiões do Brasil.
Segundo, Wagner Gomes, presidente da CTB, com a aproximação da votação da PEC 213/95, que reduz a jornada de trabalho, é necessário uma grande mobilização em nível nacional para pressionar os parlamentares.
Para os sindicalistas que participaram da mobilização na Esplanada este é um momento histórico para a classe trabalhadora, no qual é fundamental a união e o apoio de toda a população.
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