Brasília, sexta-feira, 25 de maio de 2012 - 11:55
PROTESTO
Marcha das Vadias deve reunir mais de 5 mil pessoas neste sábado
Fonte: Portal Marcha das Vadias
Todas essas mulheres marcham por seu direito de ir e vir, seu direito de se relacionar com quem e da forma que desejarem e seu direito de se vestir da maneira que lhes convier sem a ameaça do estupro, sem a responsabilização da vítima e sem sofrer nenhum tipo de humilhação, repressão ou violência
São esperadas mais de 5 mil pessoas neste sábado (26), a partir das 13h, durante a Marcha das Vadias, que sairá do Conic. A primeira edição da marcha ocorreu em 2011, com cerca de 2 mil participantes. O movimento internacional já atingiu mais de dez paízes.
A estudante Júlia Seixas, uma das organizadoras da versão brasiliense da marcha, explica o uso irônico do termo vadia.
"Somos chamadas de vadias todos os dias pelos motivos mais absurdos. Então, adotamos a palavra para dizer que podemos nos comportar como quisermos. A ideia é passar para a sociedade que a mulher tem a liberdade de ser e de se vestir como e com o que quiser sem que isso seja um convite à violência", explicou.
O movimento
A Marcha das Vadias é um movimento internacional de mulheres criado em abril de 2011 na cidade de Toronto, no Canadá, em resposta ao comentário de um policial que disse que, para evitar estupros no campus, as mulheres deveriam parar de se vestir como "sluts" (vadias, em português).
Assim, teve início a SlutWalk, em que mais de 3 mil mulheres canadenses foram às ruas para protestar contra o discurso de culpabilização das vítimas de violência sexual e de qualquer outro tipo de violência contra as mulheres.
A partir daí, diversas manifestações semelhantes (SlutWalk, Marcha de las Putas, Marcha das Vadias) ocorreram em mais de 30 cidades, em diversos países – como Costa Rica, Honduras, México, Nicarágua, Suécia, Nova Zelândia, Inglaterra, Israel, Estados Unidos, Argentina e Brasil.
Todas essas mulheres marcham por seu direito de ir e vir, seu direito de se relacionar com quem e da forma que desejarem e seu direito de se vestir da maneira que lhes convier sem a ameaça do estupro, sem a responsabilização da vítima e sem sofrer nenhum tipo de humilhação, repressão ou violência.
A motivação principal da Marcha das Vadias é a situação, compartilhada por mulheres de todo o mundo, de cerceamento da liberdade e da autonomia, de medo de sofrer violência e da objetificação sexual.
A Marcha das Vadias/DF discute esse tema universal com debates aprofundados sobre a situação específica das mulheres no Distrito Federal.
Leia também:
"Por que ser vadia?"
Últimas notícias
Nem reconstruir, nem reinventar, o sindicalismo precisa voltar a pulsar
31/7 - 12:42 |
O capitalismo órfão do Estado e a fantasia que desaba diante da realidade
31/7 - 12:27 |
Alvo da direita conservadora, o voto feminino pode definir os rumos das eleições
22/7 - 13:13 |
Oposição à Contribuição Assistencial Laboral da educação básica
21/7 - 9:40 |
Aditivo à Convenção do Ensino Superior garante 4,11%, novo piso de R$ 1.650 e amplia benefícios para auxiliares
Notícias relacionadas
Alvo da direita conservadora, o voto feminino pode definir os rumos das eleições
14/7 - 12:9 |
Juventude feminina paga conta invisível do cuidado, revela pesquisa sobre ciclo precoce de sobrecarga e desigualdade
2/7 - 12:11 |
Fim da escala 6x1 mobiliza Senado em debate histórico, mas PEC ainda aguarda definição de calendário na CCJ
1/7 - 10:51 |
Mobilização nacional amplia pressão sobre Senado por jornada de 40 horas e fim da escala 6×1
25/6 - 15:38 |
Na batalha pelas 40 horas trabalhadores ganham as ruas

