Brasília, quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025 - 14:51
A partir de maio, empresas deverão avaliar riscos psicossociais no trabalho
Atualização na NR-1 (Norma Regulamentadora) — de proteção ao trabalhador — destaca a necessidade de prevenir situações como estresse, assédio e carga mental excessiva e impõe a empregadores medidas preventivas
Criada pela Portaria MTb 3.214/78, a NR-1 já exigia o reconhecimento e controle de todos os riscos no ambiente de trabalho. Atualização da norma, em agosto de 2024, entra em vigor dia 26 de maio, com novas obrigações.
Na reformulação, a NR-1 estendeu olhar ao ambiente corporativo, com destaque para a organização do trabalho, as relações interpessoais e possíveis situações de estresse, assédio e carga mental excessiva.
Com isso, a partir de maio, as empresas deverão realizar procedimentos para identificar a existência de riscos psicossociais e, assim, oferecer mecanismos para solução desses tipos de problemas no ambiente de trabalho.
Organizações devem se adequar para atender à norma. O cumprimento será fiscalizado por auditores-fiscais do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
Saúde mental incluída
Segundo o ministério, aprimorar o processo de gestão de SST (Segurança e Saúde no Trabalho) permite reforçar medidas para cuidar da saúde mental dos trabalhadores.
A NR-1 regulamenta as orientações previstas no artigo 200 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Ali, as regras remetem às atividades relacionadas com a exposição do trabalhador em situação de risco ou ambiente insalubre.
Antes, a preocupação era centrada em ações como uso de EPI (equipamento de proteção individual), cuidados no manuseio de produtos químicos e atenção com trabalhos em escavações ou envolvidas com fogo, etc.
No entanto, novas profissões e outros setores antes não contemplados têm apresentado altos índices de adoecimento.
Jornadas extensas, cobranças de metas excessivas, assédios moral e sexual, falta de autonomia ou cultura organizacional de conflitos têm levado a quadros de depressão e ansiedade, por exemplo.
Com a nova regra, o MTE espera que sejam reduzidos os índices de afastamentos para tratamentos. “Profissionais dos ramos de teleatendimento, bancos e estabelecimentos de saúde serão prioritários”, informou a pasta.
Com informações do MTE.
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