Brasília, sexta-feira, 11 de março de 2011 - 14:24
SINDICALISMO
IR: centrais pedem a Dilma reajuste superior a 6%
Fonte: Portal Vermelho
As entidades querem discutir também a proposta de redução da jornada de trabalho
As centrais sindicais propõem hoje à presidente Dilma Rousseff que aumente para 6,46% o índice de correção da tabela do Imposto de Renda que o governo cogita reajustar em 4,5%.
Dirão que a inflação acumulada de 2010 justifica o índice maior. Proporão também que o governo corrija periodicamente a tabela escalonando a diferença, no mesmo molde do acordo que as centrais e o Governo Lula firmaram para o reajuste do salário mínimo.
"A tabela está muito defasada. No ano passado, a inflação foi alta. Acho que vale a pena termos uma correção baseada na inflação."
"E vamos propor que a diferença de dois pontos percentuais, que é a perda decorrente da inflação, seja reposta em até quatro parcelas."
"Seriam os 4,5% que ela quer e mais meio ponto percentual em cada ano. É como se a gente desse um carnê de loja para o governo."
"Se ela conceder, abrirá um processo de reaproximação com as centrais, depois daquele frisson que sofremos na relação com o governo por causa do novo salário mínimo", disse o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto, ao sair de reunião com os líderes das outras cinco centrais chamadas por Dilma para o encontro desta manhã – Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central Geral dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Nova Central.
As entidades querem discutir prioritariamente com a presidente da República também a proposta de redução da jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais, a ratificação de convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a reforma tributária.
Na reunião preparatória que mantiveram nesta quinta (10), em São Paulo, os dirigentes das centrais sindicais concordaram que faltou um canal de negociação com o governo nas discussões sobre o salário mínimo.
Os sindicalistas se sentiram derrotados na fixação do piso nacional em R$ 545. Eles pedirão à presidente que abra um canal permanente de diálogo, como tiveram com o presidente Lula.
"Com o Lula nossa relação foi muito próxima. Nós até jantávamos com o presidente, conversávamos constantemente. Sempre tivemos a porta aberta. Isso é importante porque a participação dos trabalhadores em um governo é fundamental. Nós queremos, enquanto representantes dos trabalhadores, ajudar no aprofundamento das políticas de inclusão social", disse Antonio Neto, o presidente da CGTB.
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